Em seu relatório The State of Organizations 2026, a McKinsey resume a liderança deste ciclo em uma frase desconfortável: "CEOs lead alone" — os CEOs lideram sozinhos. Em um mundo mais complexo e de decisões de maior impacto, o presidente acumula responsabilidades que não pode, ou não deve, dividir com o time.


Não se trata de isolamento social. Como aponta a própria McKinsey em estudo sobre o tema, a solidão é inerente ao cargo: a questão não é se ela existe, mas como é administrada. E há um agravante estrutural — quanto mais alto alguém chega na hierarquia, menos pares tem e mais difícil se torna obter feedback honesto. A Harvard Business Review chega à mesma conclusão: a solidão do CEO nasce do peso da decisão, especialmente em momentos de crise, quando todos olham para uma única pessoa em busca de resposta.

O ponto cego mais caro da empresa

O problema prático é simples de enunciar e difícil de resolver: quem está dentro da operação tende a levar ao presidente apenas o que a operação enxerga. Os assuntos verdadeiramente estratégicos — governança, sucessão, posicionamento de longo prazo, riscos institucionais — muitas vezes chegam tarde, filtrados ou simplesmente não chegam.


Decidir sozinho, sem um contraponto qualificado, transforma pontos cegos em decisões caras. E o custo dessas decisões raramente aparece no trimestre seguinte; aparece anos depois, quando já não há como corrigir.

O papel de um olhar externo de confiança

É exatamente nesse espaço que a Goellner Ferreira atua. Ser o olho do presidente significa oferecer o interlocutor que a estrutura interna não consegue oferecer: alguém com distância suficiente para enxergar o todo, independência para discordar e foco nos temas que importam — mesmo quando eles não são os mais urgentes do dia.


Decidir sozinho não é sinal de força. Ter ao lado quem ajude a enxergar o que você não vê, sim.



Fontes:



A Goellner Ferreira atua ao lado de presidentes e conselhos de administração. Quer conversar sobre os temas que só chegam à sua mesa? Fale com a gente.